25 de maio de 2018

Impactos da paralisação dos caminhoneiros

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Impactos da paralisação dos caminhoneiros

Ainda sem prazo para o fim do impasse entre Petrobrás, governo e motoristas, os impactos e prejuízos da paralisação dos caminhoneiros estão apenas começando. O desabastecimento já começa a acontecer em alguns pontos do país e é eminente que outros serviços, como o transporte público, comecem a apresentar problemas.

Os impactos da paralisação dos caminhoneiros já prejudicam um setor que vinha em alta (basta verificar o saldo positivo da balança comercial dos últimos meses) e ajudando muitas empresas que viram nas exportações uma saída para amenizar a crise interna de nosso país.

A lógica é simples: como quase a totalidade das mercadorias são insumos, os produtos acabados são escoados para os portos através da malha viária e, utilizando caminhões, não há o que ser embarcado nos navios para exportação devido à paralisação dos caminhoneiros.

Somente até quarta-feira (23/05), 25 mil toneladas de carne de frango e suínos deixaram de ser exportadas. Além dos prejuízos diretos, temos o aumento do custo de armazenagem e outros serviços que passam a ser necessários por conta desse cenário, isso sem falar na imagem das empresas exportadoras ou do Brasil perante os compradores. Sem locais para armazenar o que é produzido, é necessário parar a produção, gerando um efeito cascata na economia interna devido à paralisação dos caminhoneiros.

Vale ainda falar que há impactos também para as indústrias que dependem de itens importados para seguir com a sua produção. Há empresas que já estão com as linhas de produção paradas por falta de componentes. Os itens importados chegam e não são transportados para os destinos: uma das consequências da paralisação dos caminhoneiros.

“A suspensão da operação de abate e industrialização tornou-se inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impossibilita a passagem de caminhões com insumos necessários para abastecer as indústrias, aves vivas para o abate, expedição dos estoques para atender clientes e mercados a nível regional e nacional…”, afirmou Irineo da Costa Rodrigues, presidente da cooperativa Lar, de Medianeira (PR).

Os protestos dos caminhoneiros, contrários à alta dos combustíveis começaram no início desta semana e ganharam corpo no decorrer dos dias, abrangendo mais de 20 estados e o DF. Representantes do movimento se reuniram com autoridades do governo na tarde desta quarta-feira, mas não chegaram a um acordo e afirmaram que vão manter a greve.

Combustível mais consumido no país, o diesel acumula alta de mais de 45% desde julho do ano passado nas refinarias da Petrobras, na esteira de uma nova política de formação de preços da estatal, que visa seguir o mercado internacional e o câmbio, entre outros fatores.

Aguardamos a solução desse impasse o mais rápido possível, pois ainda teremos alguns dias de impacto, mesmo depois de tudo normalizado, e esperamos que a balança comercial não seja muito afetada.

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Perguntas & Respostas

Quais são os principais impactos da paralisação dos caminhoneiros no Comércio Exterior?

A paralisação impede o escoamento de mercadorias para os portos, já que quase a totalidade dos produtos é transportada por rodovias. Somente até 23 de maio, 25 mil toneladas de carne de frango e suínos deixaram de ser exportadas. Além dos prejuízos diretos nas exportações, há aumento de custos de armazenagem e risco de danos à imagem das empresas exportadoras brasileiras perante compradores internacionais.

Como a greve dos caminhoneiros afeta as indústrias que dependem de insumos importados?

Empresas que utilizam componentes importados em suas linhas de produção foram diretamente afetadas, pois os itens chegam ao país mas não conseguem ser transportados até seus destinos finais. Com isso, diversas indústrias tiveram suas linhas de produção paralisadas por falta de matéria-prima, gerando um efeito cascata na economia interna.

Por que o diesel foi o estopim da paralisação dos caminhoneiros em 2018?

O diesel é o combustível mais consumido no Brasil e acumulou alta de mais de 45% desde julho do ano anterior nas refinarias da Petrobras. Essa elevação decorreu de uma nova política de formação de preços da estatal, baseada no mercado internacional e na variação cambial, tornando o custo operacional insustentável para os motoristas.

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