Falar sobre os aprendizados do Comex em 2025 é, em grande parte, falar sobre a diferença entre discurso e prática. Em muitos eventos, relatórios e […]

Falar sobre os aprendizados do Comex em 2025 é, em grande parte, falar sobre a diferença entre discurso e prática. Em muitos eventos, relatórios e apresentações, ouvimos sobre digitalização, automação e IA. No entanto, o que vimos no campo foi outro cenário: operações ainda muito dependentes de planilhas, e-mails e “força de vontade” da equipe.
Por outro lado, também acompanhamos empresas que decidiram encarar o desconforto da mudança. Elas revisaram processos, conectaram sistemas, integraram dados e criaram rituais de gestão mais maduros. Como resultado, reduziram custos invisíveis, ganharam previsibilidade e passaram a conversar com a diretoria em outro nível.
A seguir, destaco alguns dos principais aprendizados que 2025 deixou para quem importa e exporta com frequência.
O primeiro dos aprendizados do Comex em 2025 é direto: a planilha ainda domina, e isso tem um preço alto. Curiosamente, o maior risco não é quando a planilha quebra, e sim quando “funciona bem demais” e ninguém questiona.
Na prática, vimos que:
Além disso, quando o único “sistema” é uma planilha, a operação depende das pessoas certas estarem presentes e lembrando de tudo. Isso aumenta o risco operacional e dificulta qualquer tentativa de escalabilidade.
Outro aprendizado evidente em 2025 foi o impacto da visibilidade de ponta a ponta. Empresas que enxergam o fluxo completo — do pedido de compra à entrega final — tomam decisões diferentes, mais rápidas e menos reativas.
Alguns efeitos práticos observados:
Dessa forma, o Comex deixa de ser uma caixa-preta e passa a ser um fluxo monitorado, com impacto direto em margem e nível de serviço.
Em 2025, muito se falou de inteligência artificial no comércio exterior. O aprendizado, porém, veio da automação seletiva e aplicada a problemas concretos, não de promessas genéricas.
Os cases mais consistentes tinham algo em comum:
Além disso, quando a automação está a serviço da decisão, e não o contrário, o time se engaja mais. Em vez de sentir que o sistema “atrapalha”, percebe que ele tira peso operacional e libera energia para análise.
Outro ponto central entre os aprendizados do Comex em 2025 é que software sozinho não resolve. Vimos projetos que, em poucos meses, perderam força porque não havia metodologia clara nem time interno comprometido em manter a disciplina de processo.
Os projetos que se sustentaram ao longo do ano tinham três pilares:
Sem esse tripé, o risco é alto: a empresa investe em tecnologia, mas continua apagando incêndio como antes.
Por fim, um aprendizado importante: a governança no Comex deixou de ser uma conversa restrita ao time operacional. Ao longo de 2025, cada vez mais CFOs, diretores de Supply Chain e de Operações passaram a se envolver diretamente em projetos de transformação no comércio exterior.
Os motivos são claros:
Dessa forma, ficou evidente que Comex não é apenas “custo necessário”, e sim alavanca de competitividade quando bem gerido.
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