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08 de junho de 2026
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FollowNet One para companhias aéreas: visibilidade de peças críticas e escalonamento automático de AOG

Como o FollowNet One gerencia importação de peças críticas e o protocolo de escalonamento automático de AOG em companhias aéreas — do alerta ao decisor.

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FollowNet One para companhias aéreas: visibilidade de peças críticas e escalonamento automático de AOG

Quando um componente crítico de aeronave entra em status AOG — Aircraft on Ground — a operação de Comex para de ser logística e vira gestão de crise. As perguntas mudam de “quando chega?” para “quem está acionando o frete emergencial?”, “qual é o ETA do aeroporto de origem?”, “o desembaraço prioritário já foi solicitado?” e “quem está acompanhando o processo em tempo real?”. Essas perguntas precisam de resposta em minutos, não em horas. E em operações sem visibilidade centralizada, elas chegam ao decisor pela cadeia de comunicação manual mais lenta do que o AOG exige.

O FollowNet One é a plataforma de Control Tower da e.Mix: centraliza eventos, documentos e alertas de todas as operações de importação e exportação para que o time tome decisões antes que os problemas virem custo. Para companhias aéreas, isso se traduz em dois mecanismos específicos: rastreamento de peças críticas com alerta por criticidade de componente e protocolo de escalonamento automático quando um processo entra em status AOG.

  • O problema: operações de Comex de companhias aéreas gerenciam dois tipos de importação simultaneamente — rotina e crise — com os mesmos recursos e frequentemente sem separação de fluxo
  • O custo-risco: cada hora de aeronave parada tem custo operacional direto; cada AOG que poderia ter sido antecipado com visibilidade de peça em trânsito é custo evitável
  • O mecanismo: rastreamento de AWB por criticidade de componente e protocolo de escalonamento em três níveis ativado automaticamente quando um processo entra em status crítico
  • Como começar: catalogar os part numbers com maior frequência de AOG nos últimos 12 meses e configurar os alertas prioritários para esses itens antes de qualquer outro

Como a importação de peças críticas funciona de forma diferente da importação rotineira

Uma companhia aérea não gerencia um único tipo de importação — gerencia dois em paralelo, com lógicas completamente diferentes. A importação rotineira segue o fluxo padrão: pedido, embarque, desembaraço, entrega ao almoxarifado. O ritmo é previsível, o SLA é gerenciável, a tolerância a atraso é razoável.

A importação de peças críticas em status AOG opera com lógica oposta: tempo comprimido, custo de hora de aeronave parada como pressão constante, decisões que precisam ser tomadas em paralelo (frete emergencial, priorização de desembaraço, comunicação com MRO) e múltiplos stakeholders que precisam da mesma informação ao mesmo tempo. O analista que gerencia os dois fluxos com os mesmos processos vai inevitavelmente tratar o AOG com a cadência da rotina.

Rastreamento de peças críticas por criticidade de componente

O ponto de partida é a classificação de peças por criticidade de AOG: componentes que, ao ficarem indisponíveis, resultam em aeronave fora de operação imediatamente têm prioridade máxima. Componentes com AOG diferido têm prioridade média. Peças de rotina seguem o fluxo padrão.

Com essa classificação cadastrada na plataforma, cada AWB de importação é monitorado com alertas proporcionais à criticidade do componente. Um item de criticidade máxima tem alerta de ETA desatualizado em 2 horas — não em 24. Um item com criticidade diferida tem alerta padrão de 8 horas. Um item de rotina segue o SLA normal do parceiro.

Essa diferenciação de alerta por criticidade é o que permite que o time de Comex da companhia aérea não trate toda importação com urgência máxima — o que esgota a capacidade de atenção — nem trate toda importação com cadência de rotina — o que atrasa o AOG que precisaria de resposta imediata.

O protocolo de escalonamento automático em três níveis

Quando um processo de peça crítica entra em situação de risco — ETA atrasado, retenção alfandegária, pendência documental com prazo expirado — o protocolo de escalonamento automático é acionado. Não depende de ninguém perceber o problema e comunicar manualmente.

Nível 1 — Alerta operacional (T+0): no momento em que o evento de risco é identificado pela plataforma, o alerta vai ao analista responsável pelo processo. Informação disponível: tipo de problema, part number, aeronave associada, ETA original e nova estimativa de impacto. O analista tem 30 minutos para registrar a tratativa na plataforma.

Nível 2 — Escalada para gestão (T+30 min sem tratativa): se não houver registro de tratativa em 30 minutos, o alerta sobe automaticamente para o Gerente de Materiais ou Coordenador de Importação. A escalada inclui todo o contexto do processo — sem necessidade de o analista fazer uma ligação ou enviar e-mail de atualização. O gestor tem visibilidade imediata do status e do que falta resolver.

Nível 3 — Comunicação com MRO e Operações (T+2h com processo não resolvido): se o processo ainda não tiver tratativa efetiva após 2 horas, o alerta vai para a Diretoria de Operações e para o MRO responsável pela aeronave — com o status completo do processo, a peça, a aeronave impactada e o tempo estimado de resolução. A decisão sobre acionar fornecedor alternativo, enviar técnico ao aeroporto ou remanejar a aeronave pode ser tomada com o dado certo na mão.

Identificar o problema no momento em que acontece: o que muda quando a operação sai do monitoramento manual

Antes: operação gerenciando por consulta — sem alerta automático, o problema de uma carga crítica era identificado quando alguém por acaso verificava o sistema ou quando o impacto já era visível.

Depois: quando há algum problema, a equipe já consegue identificar no momento que acontece — com o contexto necessário para agir antes que o custo se torne inevitável.

Luciano Ricardo Braga — Coordenador de Comex — Positivo Tecnologia
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=rRclDf1iQrw&t=94

Como integrar o protocolo de AOG ao fluxo de Comex rotineiro

A separação dos dois fluxos — rotina e AOG — não exige dois sistemas ou duas equipes. Exige configuração diferenciada dentro da mesma plataforma: alertas com criticidade, escalada automática por nível e painel de AOG ativo separado do painel de processos em andamento.

DimensãoImportação rotineiraImportação AOG / peça crítica
Prazo de alerta de ETA24–48h antes do vencimento do SLA2h para criticidade máxima, 8h para diferida
Escalada por falta de tratativaReunião semanal de exceçõesT+30 min para gestão, T+2h para diretoria e MRO
Comunicação com áreas internasAtualização ao planejamento via relatório semanalAlerta simultâneo ao Comex, Materiais e Operações
Decisão de frete emergencialAnálise após identificação do atrasoJanela de decisão definida no protocolo — antes do ETA original passar

Se a sua companhia aérea ainda gerencia importação de peças críticas com a mesma cadência da importação rotineira, o protocolo de escalonamento de AOG não está ativo. O FollowNet One separa os dois fluxos na mesma plataforma — com alerta por criticidade de componente e escalada automática.

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Como começar sem projeto infinito

Owner: Gerente de Materiais ou Coordenador de Importação — responsável por catalogar os part numbers com maior frequência de AOG nos últimos 12 meses e definir a classificação de criticidade (máxima, diferida, rotina) antes do go-live do piloto.

Cadência: diária nos primeiros 30 dias — revisão matinal dos processos de peças críticas em andamento, com verificação do status de cada AWB de criticidade máxima. Após estabilização do protocolo de escalada, o monitoramento passa a ser automático e a revisão manual fica reservada para os casos em Nível 2 ou Nível 3.

KPI farol: tempo médio de resposta ao alerta de Nível 1 (T+0 até tratativa registrada) — meta abaixo de 20 minutos. Esse tempo é o indicador de que o protocolo está sendo seguido e de que o analista tem as informações necessárias para agir sem precisar buscar contexto adicional.

Primeiro recorte: os 10 part numbers com maior frequência de AOG nos últimos 12 meses. Configurar os alertas de criticidade máxima exclusivamente para esses 10 itens no primeiro mês — e expandir para a classificação completa de peças após a estabilização do protocolo com o subconjunto mais crítico.

Saiba mais

Perguntas & Respostas

Como o FollowNet One funciona para gestão de AOG em companhias aéreas?

O FollowNet One gerencia AOG por meio de dois mecanismos: rastreamento de AWB com alertas diferenciados por criticidade de componente (criticidade máxima dispara alerta em 2h de ETA desatualizado; itens diferidos em 8h) e protocolo de escalonamento automático em três níveis quando um processo entra em situação de risco. O protocolo vai do alerta ao analista (T+0), à escalada para gestão (T+30 min sem tratativa) e à comunicação com MRO e Diretoria (T+2h com processo sem resolução).

O que é o protocolo de escalonamento automático de AOG?

É o conjunto de ações automáticas ativadas quando um processo de peça crítica entra em situação de risco. Nível 1: alerta ao analista com context completo (T+0). Nível 2: escalada ao gestor se não houver tratativa em 30 minutos — sem necessidade de ligação ou e-mail do analista. Nível 3: comunicação com MRO e Diretoria de Operações se o processo não tiver resolução em 2 horas — com status completo e impacto na aeronave. O protocolo funciona automaticamente, independente de quem está de plantão.

Como classificar peças críticas por criticidade de AOG para configurar os alertas?

A classificação usa três categorias: criticidade máxima (componente que resulta em AOG imediato quando indisponível — alerta de 2h), criticidade diferida (componente com AOG programado — alerta de 8h) e rotina (peças de manutenção preventiva sem impacto imediato de voo — alerta de SLA padrão do parceiro). O cadastro inicial de criticidade é feito durante o diagnóstico de corredor piloto com o time de Materiais — e atualizado quando a classificação de peça muda.

Qual é a diferença entre importação rotineira e importação AOG em companhias aéreas?

Importação rotineira tem ritmo previsível e tolerância razoável a atraso. Importação AOG tem tempo comprimido, custo de aeronave parada como pressão constante e decisões paralelas que precisam ser tomadas simultaneamente por múltiplos stakeholders. Sem configuração diferenciada na plataforma, o analista gerencia os dois fluxos com a mesma cadência — e o AOG tende a ser tratado com a lentidão da rotina.

Como integrar o protocolo de AOG com o MRO da companhia aérea?

O FollowNet One envia o alerta de Nível 3 diretamente para o responsável do MRO com o status completo do processo: part number, aeronave impactada, status do AWB, motivo do atraso e tempo estimado de resolução. O MRO recebe o dado sem precisar contatar o Comex para obter contexto — o que permite que a decisão de acionar fornecedor alternativo ou remanejar a aeronave seja tomada com informação atual.

Como rastrear AWB de peças críticas em tempo real?

O FollowNet One monitora o AWB de cada importação a partir dos eventos do agente de carga, com atualização a cada evento relevante: embarque confirmado, chegada ao aeroporto, liberação alfandegária, entrega ao MRO. Para peças de criticidade máxima, qualquer evento não confirmado no prazo configura automaticamente um alerta — sem que o analista precise consultar o sistema do agente.

Qual é o KPI para medir a eficiência do protocolo de AOG?

O KPI principal é o tempo médio de resposta ao alerta de Nível 1 — do momento do alerta até o registro de tratativa pelo analista. Meta: abaixo de 20 minutos. Esse indicador mede se o protocolo está sendo seguido e se o analista tem as informações necessárias para agir sem buscar contexto adicional. O segundo KPI é o percentual de AOGs com processo de importação ativo que foram identificados pelo alerta da plataforma antes de chegarem à escalada de Nível 3.

O FollowNet One pode ser configurado para operações de carga aérea além de MRO?

Sim. Além da gestão de importação de peças e protocolo de AOG, o FollowNet One gerencia processos de carga aérea comercial, importação de materiais de segurança aeroportuária e logística de equipamentos de terra. A configuração de alertas e fluxos é feita para cada tipo de operação durante o diagnóstico de corredor piloto — sem necessidade de módulos separados.

Como o FollowNet One ajuda a evitar AOG por problema documental?

Pendências documentais são uma das causas mais frequentes de atraso no desembaraço de peças críticas. O FollowNet One monitora o status documental de cada processo e alerta sobre pendências antes do prazo de desembaraço — com tempo suficiente para que o analista acione o agente ou o fornecedor para resolver antes que o processo entre em status de risco. Para peças de criticidade máxima, o alerta de pendência documental tem o menor prazo de resposta da fila.

Qual é o custo de um AOG não gerenciado versus um AOG com protocolo de escalonamento ativo?

O custo de uma aeronave parada varia conforme o modelo e a operação — mas tipicamente inclui custo de slot perdido, remanejamento de passageiros, locação de aeronave substituta e custo operacional do MRO em regime de urgência. Qualquer um desses custos tende a superar o custo de implementação do FollowNet One nos primeiros meses de operação. A diferença entre um AOG gerenciado e um não gerenciado raramente está no problema que ocorreu — está no tempo de resposta entre a identificação e a decisão.

Como configurar o protocolo de escalonamento de AOG no FollowNet One para companhias aéreas

Processo em quatro etapas para configurar o rastreamento de peças críticas por criticidade de componente e o protocolo de escalonamento automático de AOG. Aplicável a companhias aéreas com operação de importação de peças e componentes aeronáuticos.

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    Passo 1: Catalogar e classificar os part numbers por criticidade de AOG

    Levantar os part numbers com maior frequência de AOG nos últimos 12 meses. Classificar em três categorias: criticidade máxima (AOG imediato), criticidade diferida (AOG programado) e rotina (sem impacto imediato de voo). Essa classificação é o insumo para configurar os prazos de alerta diferenciados na plataforma.

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    Passo 2: Configurar os alertas por prazo de criticidade

    Para cada categoria: criticidade máxima — alerta de ETA desatualizado em 2 horas; criticidade diferida — alerta em 8 horas; rotina — alerta no SLA padrão do parceiro. Configurar também o alerta de pendência documental para peças de criticidade máxima com o menor prazo de resposta da fila.

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    Passo 3: Definir o protocolo de escalada por nível e prazo

    Nível 1 (T+0): alerta ao analista responsável com contexto completo do processo. Nível 2 (T+30 min sem tratativa): escalada automática ao Gerente de Materiais ou Coordenador de Importação. Nível 3 (T+2h sem resolução): comunicação ao MRO responsável e Diretoria de Operações. Definir por nome quem recebe cada nível de alerta antes de ativar o protocolo.

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    Passo 4: Iniciar o piloto com os 10 part numbers mais críticos

    Configurar os alertas de criticidade máxima exclusivamente para os 10 part numbers com maior frequência de AOG identificados no Passo 1. Monitorar o tempo de resposta ao alerta de Nível 1 durante as primeiras duas semanas. Quando o tempo médio estiver abaixo de 20 minutos de forma consistente, expandir a configuração para a classificação completa de peças.

Sua companhia aérea trata importação de peças críticas com cadência de rotina?

O FollowNet One separa os dois fluxos na mesma plataforma: alerta por criticidade de componente para peças críticas e protocolo de escalonamento automático quando um processo entra em status AOG. Veja em 30 minutos.

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