Quanto vai custar a carga em 2027? O que muda no cálculo de IBS e CBS na importação
O financeiro quer saber quanto vai custar a carga em 2027. Veja o que a LC 214/2025 já definiu sobre IBS e CBS na importação, como fica a base de cálculo e os seis dados do processo que o Comex precisa ter prontos.
“A diretoria precisa estar informada do andamento, e eu dependo do despachante para saber.” Ouvimos essa frase de coordenadores de Comex o ano inteiro. Em dezembro, a pergunta que chega do financeiro é outra: quanto vai custar a carga em 2027? Com IBS e CBS na importação, a resposta passa a depender de dados do processo. Hoje, esses dados ficam espalhados entre o despachante, o ERP e a planilha.
O IBS e a CBS na importação substituem, aos poucos, tributos que o Comex já conhece, e por isso mexem na conta de cada embarque. O FollowNet One é o software de comércio exterior da e.Mix para importadores, exportadores e indústrias. Ele acompanha cada pedido, embarque e desembaraço e avisa antes do atraso, para o time responder na hora e cumprir a data prometida.
Muita gente ainda trata a reforma como assunto só do fiscal. Na prática, a base de cálculo nasce no processo de importação: valor aduaneiro, classificação, câmbio e data do registro. A seguir, o que já está definido, o que o Comex precisa ter pronto e como responder ao financeiro sem chute.
- O problema: o financeiro pede a previsão de custo de 2027 e o dado está espalhado.
- O custo-risco: orçamento errado, crédito tributário perdido e retrabalho na declaração.
- O mecanismo: o dado de cada processo (valor aduaneiro, NCM, câmbio, classificação) reunido e conferido na origem.
- Como começar: separar os 20 itens de maior valor importado e revisar classificação e cadastro de cada um.
O que já está definido sobre IBS e CBS na importação
A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS, de estados e municípios, e a CBS, federal, e determinou que os dois incidem sobre a importação de bens e serviços. A CBS substitui PIS e Cofins a partir de 2027, inclusive na importação. Já o IBS entra de forma gradual, numa transição que segue até 2033.
O ano de 2026 funciona como teste: a CBS com alíquota de 0,9% e o IBS com 0,1%, compensáveis com PIS e Cofins. Ou seja, o impacto financeiro de 2026 é pequeno, mas as obrigações de informação já valem e preparam o terreno para 2027.
Como fica a base de cálculo na importação
Pela LC nº 214/2025, a base do IBS e da CBS na importação de bens é o valor aduaneiro. A ele se somam o Imposto de Importação e outros encargos listados na lei. Os valores em moeda estrangeira são convertidos pela mesma taxa de câmbio usada no cálculo do Imposto de Importação, sem ajuste posterior por variação cambial.
Na prática, isso significa que três dados do processo definem a conta: o valor aduaneiro (com frete e seguro corretos), a classificação fiscal do item e o câmbio do registro. Se um deles estiver errado, o erro se propaga para os novos tributos.
O que já mudou no registro em 2026
Desde 1º de janeiro de 2026, cada item de mercadoria na declaração precisa informar o código de classificação tributária do IBS e da CBS, o cClassTrib, conforme a Notícia Siscomex Importação nº 0116/2025. Por isso, o cadastro do produto ganhou um campo novo que precisa estar certo antes do registro, e não depois.
Para o que a DUIMP já exige nesse tema, veja reforma tributária na importação: o que a DUIMP já exige.
Que dado do processo alimenta a conta de 2027
Use esta lista para conferir se o Comex consegue responder ao financeiro:
- Valor aduaneiro de cada processo, com frete e seguro conferidos contra os documentos.
- NCM e cClassTrib de cada item, revisados no cadastro antes do registro.
- Taxa de câmbio usada no registro, guardada por processo.
- Data do registro, que define em qual regra de transição o processo cai.
- Regimes especiais e benefícios aplicados, com o fundamento de cada um.
- Histórico de 2026 por fornecedor e por item, para projetar o volume de 2027.
Quando esses dados estão no mesmo lugar, a simulação de 2027 vira uma conta por item, e não uma estimativa geral.
Quer ver como outras empresas organizaram o dado do processo antes de mudanças regulatórias? Veja como outras empresas resolveram isso →
Prova em campo: tecnologia para Comex com estrada
Mudança de regra no Comex não é novidade para quem acompanha o setor há décadas. Carolina Póvoa, gerente da filial de Campinas da DSV, lembra quando conheceu a plataforma, ainda no começo da carreira, como você confere no banco de provas.
Prova em campo. “Foi uma surpresa para mim, naquela época, ver software tão desenvolvido, com dashboards, com relatórios de performance automáticos.”
Carolina Póvoa, da DSV, Gerente de Filial em Campinas, sobre a plataforma que conheceu em 2005 e 2006 · abrir no YouTube
O mecanismo que ajuda agora é o mesmo de sempre: buscar o dado na fonte oficial, cruzar com pedido, fatura e declaração, e manter o histórico por processo. A e.Mix faz software de comércio exterior há mais de 28 anos. Para quem importa com volume recorrente, veja como o FollowNet One funciona para importadores.
Como começar sem projeto infinito
- Owner: Gerente de Comex, com o fiscal e a controladoria como corresponsáveis pela simulação.
- Cadência: revisão quinzenal até o fechamento do orçamento de 2027.
- KPI farol: percentual dos itens importados com NCM e cClassTrib revisados no cadastro.
- Primeiro recorte: os 20 itens de maior valor importado em 2026.
A pergunta do financeiro com resposta
A regra completa ainda vai se desenrolar até 2033, e o Comex não precisa saber todos os detalhes para começar. Precisa ter o dado de cada processo certo e no mesmo lugar. É isso que transforma a pergunta do financeiro numa conta, e não num palpite.
O coordenador que dependia do despachante para saber o andamento passa a chegar à reunião de orçamento com o histórico de 2026 por item. Com ele, simular 2027 vira uma conta. Quando a diretoria perguntar quanto vai custar a carga, a resposta já está montada. A informação vem até você.
Saiba mais
Comece pelo guia completo do tema: DUIMP e o Novo Processo de Importação (NPI): o guia da adequação.
- Janeiro começa com declaração travada? A revisão de cadastros que o Comex faz em dezembro
- A DI saiu de cena no marítimo: o que o importador ainda precisa ajustar na DUIMP
- Desembaraço sobre águas: o que a antecipação aduaneira muda para quem importa por Santos
- Reforma tributária na importação: o que a DUIMP já exige e o que muda em 2027
- Catálogo de Produtos: o gargalo silencioso que trava a emissão da DUIMP
- DUIMP no modal terrestre: o que muda no Mercosul a partir de dezembro de 2026
- DUIMP em montadoras: Catálogo de Produtos com centenas de part numbers
- DUIMP na indústria: por que um atraso de liberação vira parada de linha
Perguntas & Respostas
O que é IBS e CBS na importação?
São os tributos criados pela Lei Complementar nº 214/2025: o IBS, de estados e municípios, e a CBS, federal. Os dois incidem sobre a importação de bens e serviços.
Quando a CBS substitui PIS e Cofins na importação?
A partir de 2027, segundo a LC nº 214/2025. O IBS entra de forma gradual, numa transição que segue até 2033.
Como foi o ano de teste de 2026?
Em 2026, a CBS teve alíquota de 0,9% e o IBS de 0,1%, compensáveis com PIS e Cofins. O impacto financeiro é pequeno, mas as obrigações de informação já valem.
Qual é a base de cálculo do IBS e da CBS na importação?
Na importação de bens, é o valor aduaneiro acrescido do Imposto de Importação e de outros encargos listados na LC nº 214/2025.
Qual taxa de câmbio vale para o IBS e a CBS na importação?
A mesma taxa usada no cálculo do Imposto de Importação, sem ajuste posterior por variação cambial.
O que é o cClassTrib?
É o código de classificação tributária do IBS e da CBS que precisa ser informado por item na declaração desde 1º de janeiro de 2026, conforme a Notícia Siscomex Importação nº 0116/2025.
Reforma tributária é assunto do fiscal ou do Comex?
Dos dois. A regra é do fiscal, mas a base de cálculo nasce no processo de importação: valor aduaneiro, classificação, câmbio e data do registro.
Que dados o Comex precisa ter para simular 2027?
Valor aduaneiro por processo, NCM e cClassTrib por item, câmbio do registro, data do registro, regimes aplicados e histórico de 2026 por fornecedor e item.
Por onde começar?
Pelos 20 itens de maior valor importado em 2026, revisando classificação e cadastro de cada um com o fiscal.
Como preparar o Comex para o IBS e a CBS na importação
Quatro decisões para responder ao financeiro sobre o custo de 2027 com dado do processo.
- 1
Defina o owner
Gerente de Comex como dono, com fiscal e controladoria como corresponsáveis pela simulação.
- 2
Fixe a cadência
Revisão quinzenal até o fechamento do orçamento de 2027.
- 3
Escolha o KPI farol
Percentual dos itens importados com NCM e cClassTrib revisados no cadastro.
- 4
Faça o primeiro recorte
Comece pelos 20 itens de maior valor importado em 2026.
Você consegue dizer hoje quanto vai custar a sua carga em 2027?
O FollowNet One reúne o dado de cada processo, do valor aduaneiro à classificação, para simular a conta com segurança. Veja como outras empresas resolveram isso.
Solicite uma demonstraçãoConheça o FollowNet One ou veja todo o software para comércio exterior