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22 de dezembro de 2023
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Transporte Internacional Rodoviário para o Mercosul: quais as vantagens?

A maior participação no Comércio Intrazona do Mercosul é a do Brasil, com cerca de 40%, vindo em seguida a Argentina com 30%, o Paraguai com 11% e o Uruguai com 8%. No momento atual, as exportações cresceram cerca de 16%, mantendo a expansão do comércio internacional fomentado pelo aumento da venda do trigo, do centeio, do arroz e do milho, fazendo com que as commodities continuem sendo o carro-chefe nas exportações nacionais. E a maior parte dos produtos transportados entre os países do bloco fazem uso do transporte internacional rodoviário.

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Transporte Internacional Rodoviário para o Mercosul: quais as vantagens?

Transporte Internacional Rodoviário para o Mercosul: quais as vantagens?

Neste artigo abordaremos a importância da influência do transporte rodoviário internacional nas movimentações do Mercosul. Afinal, o seu alcance ultrapassa as fronteiras entre os países que fazem parte desse bloco. Além disso, este é um dos modais mais utilizados na logística de distribuição internacional de cargas.

De acordo com estatísticas publicadas na página oficial do Mercosul, cerca de 50 mil caminhões de diversos portes e transportadoras rodam pelas estradas da América do Sul todos os dias. Assim, o transporte rodoviário internacional é o responsável por mais de 50% das movimentações de cargas comercializadas entre os países pertencentes ao grupo do Mercosul.

Nesse sentido, as rodovias e as estradas que fazem as rotas internacionais são fundamentais para que haja uma integração econômica essencial das mercadorias dos países parceiros.

Ficou interessado em saber mais sobre o assunto? Leia o conteúdo até o final e descubra tudo. Boa leitura!

Comércio Internacional entre o Brasil e o Mercosul

Conforme as estatísticas oficiais do Mercosul, as transações comerciais do bloco econômico com o resto do mundo obtiveram um aumento de mais de 35%, o que representou mais de 55% nas exportações e mais de 40% nas importações desse intercâmbio comercial. Esse aumento foi representativo e considerável nas negociações de produtos dentro do bloco econômico.

Com esses percentuais, o bloco manteve o saldo da balança comercial positivo, pois as mercadorias são destinadas para a China, EUA, Países Baixos e vindas da Alemanha. Grande parte dessas mercadorias exportadas são commodities, como a soja, o minério de ferro e o petróleo. Já no caso das importações, os produtos mais importados são o gasóleo e o cloreto de potássio.

A maior participação no Comércio Intrazona do Mercosul é a do Brasil, com cerca de 40%, vindo em seguida a Argentina com 30%, o Paraguai com 11% e o Uruguai com 8%.

No momento atual, as exportações cresceram cerca de 16%, mantendo a expansão do comércio internacional fomentado pelo aumento da venda do trigo, do centeio, do arroz e do milho, fazendo com que as commodities continuem sendo o carro-chefe nas exportações nacionais. E a maior parte dos produtos transportados entre os países do bloco fazem uso do transporte internacional rodoviário.

O que é Território Aduaneiro?

O Território Aduaneiro é o conceito dado ao espaço onde são efetuados o controle e a regulação das transações comerciais internacionais. Em nosso país, esse local é regulamentado pelo Decreto nº 6.759/2009, que trata das normas para administrar, regular, controlar e tributar as operações do comércio exterior.

Além disso, no referido Decreto também foi estabelecida a divisão do espaço aduaneiro em Zona Primária e Zona Secundária. A partir disso, regulamentou-se o trânsito, o armazenamento e o transporte das mercadorias.

A Zona Primária é o ponto de transição, entrada e saída de veículos, controle de mercadorias, nos portos, aeroportos e fronteiras alfandegadas. Como exemplo podemos citar as Zonas de Processamento de Exportação (ZPE).

Já a Zona Secundária é delimitada pelo restante de todo o território nacional, inclusive o aéreo e o marítimo, onde os órgãos fiscalizadores realizam o controle aduaneiro para o despacho das mercadorias, como, por exemplo, o Porto Seco, EADI (Estação Aduaneira do Interior) ou Estação Aduaneira.

Quais são as principais rotas rodoviárias entre o Brasil e o Mercosul?

Em primeiro lugar, falaremos sobre o Mercosul – Mercado Comum do Sul – como sendo um Tratado de Integração entre a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. Com ele, busca-se facilitar a movimentação de insumos e de pessoas entre estes países. A sua finalidade principal é, portanto, incrementar o comércio exterior e, ainda, favorecer o sistema de troca na economia entre os envolvidos do bloco.

Nesse cenário, surgiu um aumento crescente da demanda no transporte rodoviário internacional no Mercosul, por meio das negociações e dos constantes acordos estabelecidos entre os seus integrantes, para movimentar as mercadorias com maior agilidade e eficiência nos processos aduaneiro e imigratório.

Algumas das rotas mais utilizadas no transporte rodoviário internacional em nosso país são percorridas pelas estradas da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, atendendo o mercado internacional com produtos variados.

Assim, as transportadoras brasileiras capacitam seus profissionais com treinamentos que integram uma boa direção defensiva, com outros setores envolvidos, como o gerenciamento de riscos, além da verificação da legislação vigente para cada país.

Dessa forma, os veículos movimentem as cargas de acordo com a fiscalização que ocorre nos pontos de fronteira, tais como São Borja, Uruguaiana e Foz do Iguaçu, por exemplo.

Quais são os tipos de veículos aptos para o transporte rodoviário internacional?

O transporte rodoviário internacional é muito importante para o Brasil, porque nossa economia interna é fomentada, em grande parte, por estradas e rodovias internacionais.

Consequentemente, o modal rodoviário representa quase 6% do nosso PIB, sendo o meio de transporte que movimenta mais mercadorias no comércio exterior no Brasil.

Além disso, o modal rodoviário movimenta mais de 60% das cargas internacionais de muitas empresas, contribuindo para o grande interesse em soluções logísticas.

Os tipos de veículos mais utilizados são:

  • caminhões: veículos com até 23 toneladas;
  • carretas: veículos articulados de até 30 toneladas;
  • chassis: carretas de plataforma com guincho;
  • bitrens: articulados especiais até 40 toneladas;
  • treminhões: articulados semirreboque e reboque até 50 toneladas.

Quais são os documentos necessários para o transporte rodoviário internacional?

Para que o transporte rodoviário internacional de cargas seja executado de forma correta, as empresas precisam seguir certas determinações dos órgãos reguladores. Estes órgãos estabelecem as regras necessárias para este processo, a fim de garantir a segurança e a eficiência das movimentações de cargas pelas estradas sem imprevistos.

Para isso, alguns documentos são essenciais para acompanhar as mercadorias, desde a saída do fornecedor até a chegada ao consumidor final:

  • Nota Fiscal de transporte;
  • Conhecimento de Transporte Rodoviário;
  • Fatura Comercial;
  • Romaneio de Carga;
  • Seguro de transporte terrestre.

3 vantagens do transporte rodoviário internacional

Algumas das principais vantagens do transporte rodoviário internacional são:

Flexibilidade

O transporte rodoviário é, sem dúvidas, o modal mais flexível em termos operacionais.

Neste sentido, destacamos as muitas possibilidades de criação de rotas facilitadas. Há também a viabilidade no transporte de cargas variadas, com tempo de trânsito e prazos logísticos razoáveis e preços competitivos.

Baixos custos operacionais

Em geral, os custos operacionais do transporte rodoviário internacional são mais baixos do que outros modais de transporte. Isso é possível porque os preços do combustível e do seguro de cargas são menores. Além disso, não existem sobrestadias nem taxas de terminal, por exemplo.

Redução de avarias na movimentação da mercadoria

As avarias de uma carga transportada em um caminhão são menores em relação a outros modais de transporte, visto que embarques rodoviários contam com menos manuseio do que embarques aéreos ou marítimos.

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Perguntas & Respostas

Por que o transporte rodoviário é o modal dominante nas movimentações de carga do Mercosul?

O transporte rodoviário internacional é responsável por mais de 50% das movimentações de cargas comercializadas entre os países do Mercosul. Cerca de 50 mil caminhões de diversos portes rodam pelas estradas da América do Sul todos os dias, segundo estatísticas oficiais do bloco. As rodovias que conectam Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai são fundamentais para a integração econômica da região.

Qual é a participação do Brasil no Comércio Intrazona do Mercosul?

O Brasil detém a maior participação no Comércio Intrazona do Mercosul, com cerca de 40% do total. Em seguida aparecem Argentina com 30%, Paraguai com 11% e Uruguai com 8%. As exportações brasileiras são lideradas por commodities como soja, minério de ferro, trigo, arroz e milho, transportadas majoritariamente pelo modal rodoviário.

Quais são os principais pontos de fronteira utilizados no transporte rodoviário internacional brasileiro?

Os principais pontos de fiscalização e passagem de fronteira no transporte rodoviário internacional do Brasil são São Borja, Uruguaiana e Foz do Iguaçu. Nesses locais ocorre o controle aduaneiro e imigratório das mercadorias que circulam entre Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. As transportadoras capacitam seus profissionais para atender à legislação vigente em cada país e aos requisitos de cada ponto de fronteira.

Como estruturar o transporte rodoviário internacional para o Mercosul

Guia prático para empresas de comércio exterior que desejam organizar operações de transporte rodoviário internacional com eficiência, conformidade aduaneira e segurança nas rotas do Mercosul.

  1. 1

    Mapeie as rotas e pontos de fronteira

    Identifique as rotas rodoviárias mais adequadas para o seu destino, considerando os países do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — e também o Chile. Verifique quais pontos de fronteira alfandegada, como Uruguaiana, São Borja e Foz do Iguaçu, são mais eficientes para o tipo de carga que será transportada.

  2. 2

    Selecione o veículo conforme o peso da carga

    Escolha o tipo de veículo de acordo com o volume e o peso das mercadorias: caminhões para até 23 toneladas, carretas para até 30 toneladas, bitrens para até 40 toneladas e treminhões para cargas de até 50 toneladas. A escolha correta do veículo garante conformidade com a legislação de cada país e evita penalidades nas fronteiras.

  3. 3

    Compreenda o Território Aduaneiro e as zonas de controle

    Entenda a divisão entre Zona Primária — portos, aeroportos e fronteiras alfandegadas — e Zona Secundária, que abrange o restante do território nacional, incluindo Portos Secos e EADIs, conforme o Decreto nº 6.759/2009. Esse conhecimento é essencial para planejar o despacho aduaneiro e o armazenamento temporário das mercadorias durante o trajeto internacional.

  4. 4

    Capacite a equipe e gerencie riscos operacionais

    Invista em treinamentos que integrem direção defensiva, gerenciamento de riscos e atualização sobre a legislação vigente em cada país do bloco. Transportadoras bem preparadas reduzem atrasos nos pontos de controle e garantem maior agilidade nos processos aduaneiro e imigratório ao longo das rotas internacionais.

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