Companhias aéreas no comércio internacional: guia completo
Como as companhias aéreas estruturam o rastreamento do stock em trânsito, o controlo da armazenagem aeroportuária e a auditoria de fretes do Centro de Serviços Partilhados com o FollowNet One.

O gestor de operações de uma companhia aérea que resolve um AOG em minutos — com o componente localizado, o frete de emergência evitado e o avião de volta à operação dentro do prazo — não tem sorte. Tem um processo que sabe, antes de o AOG acontecer, onde está cada peça crítica em trânsito.
As operações de carga aérea e a gestão logística das companhias aéreas têm uma característica que outros segmentos raramente enfrentam com a mesma intensidade: o custo de uma falha de informação mede-se em aviões parados. Um componente retido no aeroporto de origem por um problema documental não é uma taxa a pagar amanhã — é uma decisão urgente sobre quando o avião volta a voar.
O FollowNet One é o software de comércio internacional da e.Mix para companhias aéreas e operadores de carga aérea: centraliza o rastreamento do stock em trânsito, o controlo da armazenagem e do free time aeroportuário e a auditoria de fretes e despesas — para que a equipa aja antes de o custo aparecer na fatura. Este guia explica os desafios específicos das operações logísticas aéreas, como estruturar uma visibilidade de ponta a ponta e como implementar sem um projeto interminável.
- → O problema: stock em trânsito sem rastreamento centralizado — ninguém sabe onde está o componente crítico até o AOG acontecer
- → O custo e o risco: avião parado por falta de uma peça, armazenagem na origem a acumular sem alerta e auditoria de fretes impossível sem dados consolidados
- → O mecanismo: rastreamento do AWB + controlo do free time aeroportuário + dashboard do stock em trânsito por criticidade
- → Como começar: os 10 part numbers críticos para AOG, um corredor de origem, alertas ativos em menos de 30 dias
Os desafios específicos das operações logísticas nas companhias aéreas
As companhias aéreas gerem a importação e a exportação com uma pressão de prazos que outras indústrias não enfrentam: o componente que se atrasa não compromete uma linha de produção amanhã — compromete uma operação de voo hoje. Quatro desafios concentram a maior parte dos riscos:
- AOG (Aircraft on Ground) por falta de um componente. Um avião fora de operação por falta de uma peça gera um custo imediato: passageiros recolocados, slots perdidos, frete de emergência para o componente. O AOG raramente é uma surpresa total — é o resultado de um componente em trânsito que ninguém estava a acompanhar de perto o suficiente.
- Armazenagem na origem sem visibilidade. O componente chegou ao aeroporto de origem, mas o embarque foi adiado. O free time aeroportuário começa a contar. Sem alerta, a armazenagem acumula durante dias até alguém dar por isso — e a fatura chega quando já não há nada a fazer.
- Consolidação no armazém sem critério de prioridade. Cargas críticas e cargas regulares no mesmo processo de consolidação — sem diferenciação. O que devia sair no próximo voo disponível espera pelo ciclo normal de consolidação porque ninguém o marcou como urgente no sistema.
- Auditoria de fretes e despesas do Centro de Serviços Partilhados sem base de dados. O Centro de Serviços Partilhados que gere os fretes e as despesas logísticas da companhia não consegue auditar as cobranças sem dados consolidados. Cada operação gera documentos em sistemas diferentes — e a conferência é manual, lenta e sujeita a erros.
AOG: como a visibilidade do stock em trânsito evita aviões parados
Um AOG evitado começa semanas antes — quando alguém sabe que o componente X está em trânsito, qual é o ETA, em que aeroporto está e se há risco de atraso no processamento. Com o rastreamento centralizado do AWB e alertas configurados por criticidade, a equipa de materiais sabe com antecedência suficiente para acionar alternativas: o componente noutro stock, uma rota diferente, a antecipação do desalfandegamento.
A diferença entre a operação que evita o AOG e a que reage ao AOG está num único ponto: se a informação sobre a localização e o estado do componente chega antes ou depois do problema.
| Situação | Sem rastreamento centralizado | Com o FollowNet One |
|---|---|---|
| Componente em trânsito | Estado consultado à mão, AWB a AWB | Alerta automático por criticidade e ETA |
| Armazenagem na origem | Descoberta quando chega a fatura | Alerta com free time configurável |
| AOG iminente | Descoberto quando o avião já está parado | Identificado dias antes pelo rastreamento |
| Auditoria de fretes | Conferência manual documento a documento | Dashboard consolidado por rota e fornecedor |
| Prioridades no armazém | Critério informal — quem grita mais alto | Semáforo por criticidade configurado no sistema |
Controlo da armazenagem na origem: o free time aeroportuário não é igual ao marítimo
O free time nos aeroportos é bastante mais curto do que no transporte marítimo — e o custo da armazenagem aeroportuária cresce mais depressa. Em alguns aeroportos de origem, o free time é de apenas 24 a 48 horas. Depois disso, a tarifa de armazenagem pode duplicar o custo original do frete.
Três situações que geram armazenagem excessiva na origem nas operações aéreas:
- Documentação incompleta no momento do embarque. O componente chegou ao aeroporto, mas a documentação não estava pronta para o voo programado. O componente fica armazenado à espera do voo seguinte — com o free time a contar.
- Consolidação adiada. Carga à espera de volume mínimo para consolidação. O lead time da consolidação não foi comunicado à equipa de materiais, que esperava um ETA diferente.
- Mudança de rota não comunicada. O agente alterou a rota de origem sem o comunicar formalmente. O ETA mudou, o componente está num aeroporto diferente do previsto, e ninguém acompanhou.
Auditoria de fretes e Centro de Serviços Partilhados: como rever despesas sem folhas de cálculo
As companhias aéreas com um Centro de Serviços Partilhados têm um desafio específico: auditar as cobranças de fretes e despesas logísticas de várias rotas, vários fornecedores e várias operações — sem uma base de dados consolidada.
O FollowNet One centraliza os dados de cada operação — AWB, rota, despesas associadas, free time utilizado — de forma que o Centro de Serviços Partilhados consiga comparar o contratado com o cobrado sem depender de levantamentos manuais operação a operação. A auditoria de fretes passa de uma tarefa mensal de dias para uma revisão semanal de horas.
Prova no terreno: da operação reativa a uma relação de melhoria contínua
Antes: A plataforma como ferramenta isolada — implementada e deixada de lado. A equipa usava o que sabia e o resto ficava por usar. Problemas recorrentes sem causa raiz identificada.
Depois: Uma relação contínua — a plataforma evolui com a operação. Cada pedido de desenvolvimento documentado, cada processo revisto, cada melhoria incorporada. A operação deixa de reagir e passa a antecipar.
Carolina Póvoa — Gerente de Filial em Campinas — DSV Air & Sea Brazil
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-D9hh6i8PQU&t=459s
Como o FollowNet One funciona para companhias aéreas
O FollowNet One centraliza o rastreamento dos AWB, o controlo do free time aeroportuário, a priorização do stock em trânsito por criticidade e o dashboard de despesas para o Centro de Serviços Partilhados — num único painel, com alertas configuráveis por rota, fornecedor e nível de urgência.
O resultado: a equipa de materiais sabe, antes de o AOG acontecer, onde está cada componente crítico. O Centro de Serviços Partilhados audita as despesas com dados — e não com levantamentos manuais. A operação de carga deixa de ser reativa e passa a comunicar de forma proativa com os parceiros na origem.
Se a sua equipa ainda descobre o componente crítico quando o avião já está parado, a visibilidade do stock em trânsito ainda não está ativa. Veja como o FollowNet One funciona para companhias aéreas:
Como estruturar a operação logística aérea sem um projeto interminável
Responsável: Gestor de Materiais ou Diretor de Operações de Carga — garante que todos os componentes críticos têm o AWB acompanhado, o free time aeroportuário configurado e o alerta de prioridade ativo.
Cadência: diária — revisão do painel de componentes críticos em trânsito antes do início do dia; semanal — revisão do dashboard de despesas do Centro de Serviços Partilhados e identificação de cobranças divergentes.
KPI semáforo: número de AOG ocorridos sem alerta prévio no sistema — meta: zero. Qualquer AOG sem alerta configurado é uma falha do processo de rastreamento, e não da operação.
Por onde começar: os 10 part numbers com maior histórico de AOG ou maior custo de frete de emergência nos últimos 12 meses. Configurar o rastreamento do AWB, o free time e os alertas de criticidade para esses 10. Resultado visível no primeiro mês.
Saiba mais
- A aeronave está no chão e a peça está no reparo: como manter o giro de peças previsível
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- Armazenagem na origem: controle de custos e free time
Perguntas & Respostas
Como evitam as companhias aéreas o AOG por falta de um componente?
Com o rastreamento centralizado do stock em trânsito por criticidade. Cada componente crítico tem o AWB acompanhado, o ETA monitorizado e um alerta configurado por nível de urgência. Quando o ETA varia ou o componente fica retido na origem, o alerta chega à equipa de materiais com antecedência — e não quando o avião já está parado. O FollowNet One centraliza este rastreamento com um dashboard por criticidade.
O que é o free time aeroportuário e como controlá-lo?
O free time aeroportuário é o período isento de custos de armazenagem depois da chegada da carga ao aeroporto. Nos aeroportos de origem, esse período pode ser de apenas 24 a 48 horas — bastante mais curto do que no transporte marítimo. O FollowNet One regista o free time por AWB e alerta automaticamente antes do fim do prazo, evitando armazenagem acumulada descoberta apenas na fatura.
Como apoia o FollowNet One o Centro de Serviços Partilhados na auditoria de fretes aéreos?
O FollowNet One centraliza os dados de cada operação — AWB, rota, despesas associadas, free time utilizado —, permitindo ao Centro de Serviços Partilhados comparar o contratado com o cobrado sem levantamentos manuais operação a operação. A auditoria de fretes passa de uma tarefa mensal de dias para uma revisão semanal de horas, com um dashboard consolidado por rota e fornecedor.
Como dar prioridade às cargas críticas no armazém sem critérios informais?
Configurando semáforos de criticidade no sistema — cada embarque recebe uma classificação (AOG crítico, urgente, regular) que determina a prioridade de consolidação e expedição. O armazém deixa de depender de quem pede mais alto — segue o critério registado no sistema. O FollowNet One permite configurar estes critérios por tipo de carga e rota.
Quais são as principais causas de armazenagem excessiva na origem nas operações aéreas?
Documentação incompleta no momento do embarque, consolidação adiada por volume insuficiente e mudança de rota não comunicada à equipa de materiais. As três situações têm a mesma causa raiz: falta de visibilidade em tempo real do estado do componente na origem. Com rastreamento centralizado, qualquer mudança de estado gera um alerta imediato.
Como acompanhar AWB de várias origens num único painel?
O FollowNet One centraliza os AWB de todas as origens — seja qual for a companhia aérea, o transitário ou o aeroporto. Cada AWB tem o estado atualizado, o ETA monitorizado e um alerta configurável. O gestor de materiais vê todos os componentes em trânsito num único painel, sem consultar os sistemas diferentes de cada fornecedor ou agente.
Como reduzir o frete de emergência nas operações aéreas?
Identificando o risco de atraso antes de o frete de emergência ser a única opção. Com o rastreamento do AWB e alertas configurados por criticidade e ETA, a equipa de materiais tem tempo para acionar alternativas: o componente noutro stock, uma rota alternativa ou a antecipação do desalfandegamento. O frete de emergência é sempre consequência de uma informação que chegou tarde.
O FollowNet One funciona para operações de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul)?
Sim. O FollowNet One acompanha os componentes por part number e AWB, com classificação por criticidade para a operação de voo — exatamente aquilo de que as operações de MRO precisam. O controlo do free time aeroportuário, o dashboard do stock em trânsito e a auditoria de despesas aplicam-se diretamente ao fluxo de peças de MRO.
Como estruturar a visibilidade do comércio internacional numa companhia aérea sem um projeto longo?
Começando pelos 10 part numbers com maior histórico de AOG ou maior custo de frete de emergência. Configurar o rastreamento do AWB, o free time aeroportuário e os alertas de criticidade para esses 10. Resultado visível no primeiro mês — sem integrações complexas nem projetos de TI. O alargamento aos restantes componentes acontece de forma progressiva, corredor a corredor.
Como integrar o controlo do comércio internacional no planeamento da manutenção?
Registando o ETA de cada componente no FollowNet One, com uma chave única por part number e AWB. O planeamento da manutenção acede ao ETA em tempo real — sem depender de alguém ter consultado o agente antes da reunião. Quando o ETA varia, o alerta chega ao planeamento com antecedência suficiente para remarcar a ordem de trabalho antes de ter impacto operacional.
Como estruturar a operação logística de uma companhia aérea
Guia prático para centralizar o rastreamento do stock em trânsito, controlar o free time aeroportuário e estruturar a auditoria de fretes sem folhas de cálculo. Aplicável a companhias aéreas, operadores de MRO e gestores de Centros de Serviços Partilhados com operações de importação de componentes aeronáuticos.
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Passo 1: Mapear os 10 part numbers críticos para AOG
Identificar os componentes cujo atraso gera maior risco de AOG — os de menor stock disponível face ao lead time de reposição. Estes 10 são o primeiro âmbito de rastreamento no FollowNet One.
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Passo 2: Registar os AWB com o free time aeroportuário
Para cada embarque dos 10 part numbers escolhidos, registar no FollowNet One: AWB, origem, ETA esperado e free time aeroportuário disponível. O sistema calcula automaticamente o fim do prazo e emite um alerta configurável.
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Passo 3: Configurar os alertas por criticidade
Os componentes AOG recebem o alerta com maior antecedência — 48 horas antes do fim do free time e de imediato em caso de variação do ETA. Os urgentes recebem-no com 24 horas. Os regulares, no fim do prazo. A lógica é proporcional ao impacto operacional.
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Passo 4: Estruturar o dashboard de despesas para o Centro de Serviços Partilhados
Configurar no FollowNet One o registo de despesas por AWB — armazenagem, handling, frete adicional. O Centro de Serviços Partilhados acede ao dashboard consolidado para comparar o contratado com o cobrado sem levantamentos manuais. Primeira auditoria estruturada em 30 dias.
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Passo 5: Alargar progressivamente a todos os componentes
Com os 10 primeiros afinados, alargar aos 20 seguintes de maior criticidade. Usar o histórico de alertas e despesas dos primeiros 30 dias para afinar os critérios dos novos componentes. Em 90 dias, a maior parte dos part numbers críticos está no sistema.
O FollowNet One acompanha os AWB, controla o free time aeroportuário e alerta antes de o componente crítico se transformar num AOG — para que o avião volte à operação no prazo. Peça uma demonstração de 30 minutos.
A sua equipa ainda descobre o AOG quando o avião já está parado?
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