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10 de setembro de 2023
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O que é Consórcio de Exportação, como funciona e quando utilizar?

O consórcio de exportação se dá pela união de empresas do mesmo ramo de produção. Sistema criado para viabilizar exportações de micro, pequenas e médias empresas. Certamente a finalidade dessa união é obter um maior alcance no mercado estrangeiro. Bem como a redução dos custos de internacionalização, considerando que as dívidas serão distribuídas entre as empresas participantes.

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O que é Consórcio de Exportação, como funciona e quando utilizar?

Consórcio de exportação: o que é, como funciona e quando pode ser usado?

O consórcio de exportação pode ser visto como uma solução ou salvação para empresas de menor porte que tentam achar seus espaços no Comércio Exterior. Ainda que em tempos atuais muito se fala sobre:

  • controle financeiro;
  • formas de investimento;
  • importância do capital de giro; e
  • tudo o que envolve a circulação do dinheiro.

Com as empresas não é diferente – todas visam lucro e poderio econômico para se destacar no mercado.

Todavia, durante esse processo é normal algumas empresas iniciantes, ainda com poucos recursos, tropeçarem ou se perderem diante de tudo que precisa ser ponderado para poder competir no cenário internacional.

Nesse sentido, o consórcio de exportação poderia ser uma solução. Trata-se de um meio bastante tradicional, iniciado na Itália ainda na época dos romanos, com o intuito de aumentar forças entre empresas menores de modo cooperativo. Isso permitia, portanto, viabilizar acesso a empresas no mercado internacional com produtos feitos pelas próprias colônias, a exemplo da cerâmica, do azeite e dos vinhos.

O que é consórcio de exportação?

O consórcio de exportação se dá pela união de empresas do mesmo ramo de produção. Sistema criado para viabilizar exportações de micro, pequenas e médias empresas.

Certamente a finalidade dessa união é obter um maior alcance no mercado estrangeiro. Bem como a redução dos custos de internacionalização, considerando que as dívidas serão distribuídas entre as empresas participantes.

Como resultado dessa união é criado, então, um novo ente jurídico que regulamentará a parceria com base em três pilares muito importantes para a sua concretização:

  • Cooperação;
  • Comprometimento; e
  • Investimento.

Para a facilidade dos negócios, a proximidade é fundamental para toda a logística ser implementada. Além disso, é essencial manter o foco na produção direcionada ao maior número de Estados consumidores do determinado produto.

A dificuldade que aumenta para empresas com menos recursos se vê, portanto, minimizada quando por meio do consórcio de exportação. É uma forma eficaz dessas empresas de pequeno porte conseguirem se equiparar às grandes concorrentes.

Pois bem, juridicamente, o consórcio é uma sociedade de mais de dois indivíduos reunidos para um propósito específico. Em última instância, elas se reúnem para gerar mais recursos e lucros para alcançarem seus objetivos.

Nesse sentido, a atuação de um profissional especializado em Comércio Exterior é primordial para a organização de todos os processos e para que estes sejam bem-sucedidos.

Algumas organizações adotaram essa estratégia para disputarem espaço no mercado de exportação. A FEDEREXORT (Federação Nacional de Consórcios para a Exportação) é um exemplo. Foi criada em 1974 na Itália, pioneira no ramo de consórcios de exportação.

Quais são os outros tipos de exportação?

As exportações são divididas em dois grupos: as diretas e indiretas.

Exportação Direta

É vista como menos burocrática, não há nenhum intermediador para intervir em sua execução, ou seja, é de responsabilidade da própria empresa exportadora e a conclusão da venda externa precisa ser concluída por ela.

Exportação Indireta

Há a necessidade de um profissional responsável para intermediar os trâmites que se dão por meio do consórcio de exportação, auxiliado por comerciais exportadoras ou atuantes no mercado de forma interna e Trading Companies, com experiência para fazer operações de importação e exportação.

Quais as vantagens do consórcio de exportação

O consórcio de exportação torna-se vantajoso considerando o poder de negociação que proporciona às empresas reunidas, seja para tratar com bancos, clientes ou mesmo fornecedores.

Pode, ainda, proporcionar diminuição no preço da matéria-prima, bem como um prazo de entrega reduzido. O principal ponto para ganhar forças contra grandes empresas é o aumento da produção de seus serviços, apesar das vendas serem feitas por consórcios e distribuídas entre os associados, as metas quando bem definidas entre os responsáveis pode aumentar os lucros.

Importante lembrar também que o aumento de produção precisa estar alinhado ao processo de gestão, do contrário o risco de perder competitividade é grande.

O controle de gastos também é fundamental para essas pequenas empresas. Como normalmente possuem capital de giro inferior aos potenciais concorrentes, é necessário planejar muito para evitar erros financeiros que prejudiquem a parceria.

Por fim, esse caminho proporciona melhora da gestão e distribuição realizadas por profissionais comprometidos com o comércio, estabelecendo uma marca forte para as empresas.

Quais as desvantagens do consórcio de exportação?

Por outro lado, as desvantagens estão vinculadas ao fracasso do consórcio diante de possível individualismo de algum participante. Essa prática, a ser combatida, é especialmente observada nos casos em que uma parte oculta informações das outras a fim de obter um lucro maior.

Outro quesito importante, muitas vezes deixado de lado, é o planejamento da produção. O consórcio de exportação não pode ser visto apenas como uma forma de escapar do fracasso financeiro, mas sim como uma ideia de alavancar o poder das marcas associadas e gerar concorrência nos mercados interno e externo.

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Perguntas & Respostas

O que é um consórcio de exportação e para quais empresas ele é indicado?

O consórcio de exportação é a união de empresas do mesmo ramo de produção com o objetivo de viabilizar exportações de micro, pequenas e médias empresas. A partir dessa união, cria-se um novo ente jurídico que regulamenta a parceria com base em cooperação, comprometimento e investimento. Essa modalidade reduz os custos de internacionalização, pois as despesas são distribuídas entre os participantes, permitindo que empresas de menor porte compitam com grandes concorrentes no mercado internacional.

Quais são as principais vantagens e desvantagens do consórcio de exportação?

Entre as vantagens estão o maior poder de negociação com bancos, clientes e fornecedores, a possível redução no preço da matéria-prima e o aumento da produção com distribuição dos lucros entre os associados. Como desvantagem, o modelo pode ser comprometido pelo individualismo de algum participante, especialmente quando um membro oculta informações para obter ganhos exclusivos. Além disso, o consórcio não deve ser utilizado apenas como saída para dificuldades financeiras, mas como estratégia real de internacionalização e fortalecimento de marca.

Qual é a diferença entre exportação direta, indireta e por consórcio?

A exportação direta é realizada pela própria empresa exportadora, sem intermediários, sendo considerada menos burocrática. Já a exportação indireta exige um profissional ou empresa intermediadora, como Trading Companies ou comerciais exportadoras, para conduzir os trâmites do processo. O consórcio de exportação se enquadra na modalidade indireta e se diferencia por reunir múltiplas empresas em torno de um ente jurídico compartilhado, diluindo custos e ampliando o alcance no mercado externo.

Como estruturar um consórcio de exportação para pequenas e médias empresas

Este guia orienta micro, pequenas e médias empresas a organizarem um consórcio de exportação, desde a formação do grupo até a gestão das operações, com foco em redução de custos e acesso ao mercado internacional.

  1. 1

    Formar o grupo de empresas

    Reúna empresas do mesmo ramo de produção que compartilhem objetivos de internacionalização. A proximidade geográfica é recomendada para facilitar a logística e garantir eficiência operacional desde o início da parceria.

  2. 2

    Constituir o ente jurídico

    Formalize a parceria criando um novo ente jurídico que regulamente a atuação do consórcio. Esse documento deve estabelecer claramente os pilares de cooperação, comprometimento e investimento entre todos os participantes.

  3. 3

    Definir metas e gestão compartilhada

    Estabeleça metas de produção e exportação de forma transparente entre todos os associados. Alinhe o aumento de produção ao processo de gestão financeira, controlando o capital de giro para evitar erros que possam comprometer a competitividade do grupo.

  4. 4

    Contar com profissionais especializados em Comércio Exterior

    Envolva profissionais com experiência em Comércio Exterior para organizar os processos operacionais e garantir o sucesso das exportações. A atuação de especialistas é primordial para coordenar os trâmites da exportação indireta e fortalecer a marca das empresas associadas no mercado externo.

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